terça-feira, 24 de maio de 2011

[agência pirata] NÃO SOMOS CONDUZIDOS, CONDUZIMOS

::txt::Bruno Torturra Nogueira::

Tá na Constituição. Mas o juiz e a PM não sabiam

Sabem de uma coisa? Hoje eu fui na marcha da maconha e usei tóxicos. Usei mesmo! Eu e uma cambada que descia a Consolação. Ficamos com os olhos vermelhinhos, tossindo pra caramba. Como a gente descolou a parada? Ora, com a Polícia Militar de São Paulo, com quem mais? O tóxico, no caso, chama-se Clorobenzilidenemalononitrila, o gás CS, mais conhecido como gás lacrimogênio. É considerado uma “arma branca” pelas forças de segurança, e toda tropa de choque que se preza porta um belo estoque quando vai às ruas.

Hoje tive a involuntária chance de tragar o gás em quatro oportunidades. A primeira foi na frente de um abandonado cinema Belas Artes. Uma bomba de efeito moral estourou bem ao meu lado, e meu ouvido zuniu pelo resto do dia. Corri, e tive a sabedoria de não olhar para trás quando escutei os tiros de escopetas com balas de borracha. Elas não matam, mas cegam facilmente quem as toma nos olhos. Estava seguindo em frente pelo canteiro do meio da Consolação, entre os desavisados cidadãos que esperavam um ônibus no ponto do corredor. Foi ali que o gás chegou primeiro em meus olhos e narinas. Bem como nas mucosas de crianças, jovens, adultos e idosos de ambos os sexos que esperavam uma condução apenas.

A última inalada, e mais intensa, foi entre as esquinas da Consolação com Sergipe e Maria Antônia. Eu já não estava mais no miolo da manifestação, mas seguia pelo outro lado da rua, tirando fotos da tropa de choque e me juntando ao coro de manifestantes que, já meio dispersos, apontavam suas palavras contra a polícia. Foi quando duas bombas foram atiradas na pista oposta, sentido Paulista, onde não havia marcha, nem manifestantes em grande número. Apenas automóveis engarrafados, pedestres atravessando a rua e o comércio aberto. Segui em frente, protegendo minhas vias com um lenço verde (distribuído aos montes no começo da marcha como mordaça pela censura, tornou-se máscara).

Vi dezenas de pessoas levando a mão ao rosto, vi senhoras correndo com dificuldade para fugir da fumaça, um pasteleiro sufocado, encurralado pelo gás dentro de seu trailler. Queima, quimicamente falando. A pior coisa que já respirei. Ainda pior do que o gás de pimenta que sorvi ano passado, na marcha da maconha de 2010, no Parque do Ibirapuera. Com o gás lacrimogênio, a pele e os olhos sentem uma agressão corrosiva, intolerável. Prendi a respiração e corri em frente. Tentando alcançar o resto do pessoal. Eu precisava estar lá para ver o desfecho.

A foto é mais ou menos, mas mostra o momento em que o gás lacrimogênio foi atirado entre cidadãos desavisados

A Consolação foi intoxicada porque a “lei” não tolera outra fumaça. Aliás, a “lei” não tolera quem fale sobre a tal fumaça sem condená-la. Pelo entendimento do Tribunal de Justiça de São Paulo, em uma decisão tomada menos de 24hs antes da realização da Marcha, é ilegal dizer que maconha não deveria ser ilegal. Proibido, o evento se concentrou no MASP, levantou cartazes e cantos, e acordou com o Capitão Benedito Del Vecchio, comandante da 1a companhia do 7o batalhão da PM, a realização da marcha pela liberdade de expressão, condenando a censura sofrida.

A interpretação do Tenente ao texto do TJ, foi a seguinte: qualquer um que leve cartaz, camiseta, material ou slogans que incluam a palavras maconha, ou legalização, ou qualquer referência que induza à maconha, serão punidos. Cobriu-se a maioria dos cartazes com faixas ou tinta preta, e a polícia disse que apenas iria escoltar a marcha – e seria esse o saldo do dia.

E quando o assunto é proibido?

Eu arrisco dizer que havia duas mil pessoas marchando pela Paulista. A causa não era mais a legalização da maconha, exatamente. Era um protesto pelo direito de pedir a legalização da maconha. Uma planta de inequívocas propriedades medicinais, industriais e e dona de uma amistosa psicoatividade. Eis todo o problema. Psicoatividade. Que, para mim, mostra o que está por trás dessa tarde de sábado: consciência. E o que fazer para alterá-la. Aos fatos:
Análises médicas do gás lacrimogênio indicam que ele causa danos graves ao fígado e ao coração. Também é indutor de anomalias genéticas em células mamárias (aka câncer de mama). Quando metabolizado, o gás CS deixa traços de cianureto no corpo humano… coisas assim. Fatos que duvido que conste nas cartilhas de formação de um PM como o Cap. Del Vecchio (no mesmo sábado, 93 novos soldados ganharam seus espadins, gaba-se o único tweet do dia do @pmesp). Ou nos calhamaços dos exmos. juízes do TJ. Duvido que a toxidade do gás lacrimogênio conste no repertório do médico Geraldo Alckmin, hoje governador de São Paulo. Mas foi essa a substância que a Força sobre seu comando atirou, em pleno sábado de sol, em gente indefesa, pelas costas, por discordar de uma lei – ou que apenas circulavam por São Paulo na hora errada.

"Apple-style-span" style="font-style: normal; ">
Tá aqui sua democracia. ass: Cap. Del Vecchio.

A troco de que? O parecer do desembargador Teodomiro Mendes é claro: “o evento que se quer coibir não trata de um debate de ideias, apenas, mas de uma manifestação de uso público coletivo de maconha, presentes indícios de práticas delitivas no ato questionado, especialmente porque, por fim, favorecem a fomentação do tráfico ilícito de drogas (crime equiparado aos hediondos)”.

Sim, eu vi gente acendendo baseados na marcha. Imediatamente reprimidos pelos próprios participantes que, em grupo, falavam que “não era a hora”. Toda a argumentação que vi na Marcha é em torno de um debate de ideias que, invariavelmente, aponta para a extinção do tráfico (“equiparado aos crimes hediondos”) através do cultivo legal de canabis (equiparado à jardinagem).

Sim, eu vi gente sendo presa na marcha. Ninguém por porte de drogas. Apenas por distribuir um jornal, e debater ideias, chamado “O Anti-proibicionista”, feito pelo coletivo DAR. A polícia não deu satisfações aos jornalistas que questionavam o motivo da prisão. Tive uma escopeta (com balas de borracha, suponho) apontada para mim quando tentei me aproximar para fotografar um dos membros do coletivo indo em cana.

Marchei até o fim, e peguei um táxi para o 78 DP na Rua Estados Unidos, para tentar entrevistar o delegado e os presos na marcha. Saber qual era, enfim, o B.O. Cheguei no primeiro grupo de pessoas, e não pude, nem como repórter, falar com o delegado ou os presos. Foi de lá que mandei meu primeiro de muitos tweets do dia, e vi chegar mais tropa de choque, um helicóptero, e vi a rua Estados Unidos ser fechada para impedir a chegada dos manifestantes mais resolutos que subiram e desceram de novo a Augusta para pedir a soltura dos dois que ainda restavam presos no 78. E foi quando entendi que aquela não era mais uma marcha da maconha. Não era sequer uma marcha pela liberdade de expressão. Era um explícito enfrentamento da consciência coletiva consigo mesma.

PMs da ROCAM sem idenficação para esculachar sem maiores problemas

Consciência era o tema de hoje, eu preveni. E o que fazer para alterá-la.

Nossa extrema e recente capacidade de obter informação e conexões redimiu os libertários. Temos a rede, os argumentos, a vontade de união. Mas como em um pesadelo Junguiano, esse despertar gera seu exato oposto… a sedimentação de preconceitos e discriminações que infla os intolerantes, os donos da verdade, os demagogos. As balas não eram contra nós, eram contra nossos argumentos, contra nossa capacidade de demonstrar que o mundo que a ignorância oferece é pior do que o da tolerância. Com o twitter na mão, vi meus breves relatos sendo retransmitidos e espalhados para muitos milhares de pessoas em segundos. Assim como tantos por ali, meu telefone era só um uma sinapse de um cérebro maior, coletivo.

Não, essa briga não é pela maconha. Assim como a luta por direitos LGBT, das mulheres, dos negros… nada disso é apologia de raça, sexo ou formas de amor. São gritos por tolerância, respeito, igualdade de direitos. E uma luta da consciência por mais consciência. E pela transformação dela em grupo, em rede, em sociedade.

Consciência! Eu insisto. E especulo aqui, com pouco medo de errar: PMs, juízes, governadores, legisladores… devem saber tanto sobre o males do gás lacrimogênio quanto sobre os da maconha. Nada. E não serei eu o infinitésimo mártir a enumerar fatos científicos e culturais sobre a planta que provam, sem controvérsia, que ela pode conviver entre nós como uma verdadeira aliada, em vez de uma falsa ameaça. Ameaça que se tornou violentamente real com a proibição. É um mercado bilionário que flui diretamente para os cofres do crime organizado e da inevitável corrupção policial. É a base da renda da enorme malha criminosa. Tudo por causa de uma planta quase sempre benigna.

Repórter da Globo cobre a marcha atrás do Choque. Deu na lamentável matéria do JN

Consciência… e me lembro das pessoas não envolvidas com a marcha que viram a brutalidade da polícia, respiraram um gás trocentas vezes mais tóxico do que a mais vil das maconhas de bocada, e não se indignaram com a PM. Mas conosco, os maconheiros, os vagabundos que financiam o tráfico de drogas. “Porque vocês não vão trabalhar?”, me sugeriram no twitter enquanto eu reportava abusos da polícia. Não tiveram a chance, a boa-vontade (ou a inteligência?) de pensar um pouco além do que lhes oferece o mais ignóbil jornalismo televisivo. Não sabem que ex-coronéis da PM comandam 25 das 31 subprefeituras de São Paulo. Não entenderam o significa ser governado por gente que confunde Ordem com Justiça. Não entenderam, ou concordam, também pensam dessa forma. Ainda assim, fazem parte do mesmo cérebro coletivo em que pia meu twitter.

Hoje, sentimos na pele o que é viver no meio de um nó cego de ignorância, ideias preconcebidas e uma sórdida conveniência comercial e política. Eis a receita invariável da qual a direira (a extrema direita, eu quero dizer) se alimenta. E provo o que digo com uma uma cena, a mais importante de todo o evento para mim.

Durante a concentração no MASP, a maioria ainda nem havia chegado, uma turma de uns 20 neonazistas, facistas, ultra-nacionalitas, se colocou em fila para protestar contra a marcha. Diziam defender a família, o Brasil, o nacional-socialismo. A polícia não os molestou. Ao contrário, fez um cordão para os manter isolados das centenas de manifestantes que foram chegando. Quando as primeiras bombas voaram, o pequeno grupo nazi aplaudiu. Eu vi. Eu e muita gente viu. E você também pode ver se procurar na rede. Facistas batendo palmas para a polícia que reprimia com extrema violência um protesto pedindo liberdade de expressão.

Neo-nazistas, ultra nacionalistas, contra a marcha. Protegidos pela polícia, aplaudiram a violência

Essa é uma cena triste? Não ainda. Ela é um sintoma, apenas, dessa bipolaridade social que estamos vivendo. E a cena diz mais sobre quem não estava lá do que sobre a PM, os nazis, ou os maconheiros. Sobre as centenas de milhares de pessoas que sabiam da marcha, e preferiram não ir, por preguiça, por medo de ridículo, por medo da polícia ou por puro descaso. Sobre os incontáveis artistas e figuras públicas que adoram um baseado, mas se escondem na hora do debate. Um silêncio que dá força às balas de borracha, às liminares de última hora, a uma política cínica sobre drogas no país. Um silêncio que abafa o eco da bombas de gás e dá mais voz aos desinformadores de plantão.

Eu saí indignado da marcha. Mas não saí triste. O protesto durou mais de seis horas. Andamos metade da Paulista, descemos toda a Consolação, voltamos até os jardins, sob porrada e abusos, para soltar nossos companheiros. Temos que nos orgulhar. A marcha de São Paulo nunca mais será a mesma. Mas viramos mais do que uma página na luta pela legalização e regulação do mercado de maconha no Brasil. Ficou evidente, em fotos, vídeos, relatos, cicatrizes e saudações integralistas que nossa democracia é tudo, menos madura.

E se isso não é motivo para lotar a Paulista no sábado que vem, então, lamento informar, mas os facistas terão muitos motivos para aplaudir a PM de São Paulo. Na esquina da Augusta com a Estados Unidos foi decidido que um novo protesto, contra a violência policial, será feito no MASP, às 14hs do dia 28. É hora de mostrar para o governo Alckmin o significado do lema da bandeira da nossa cidade: Non ducor, duco. Em latim: não sou conduzido, conduzo.

Por isso, eu dedico esse texto a todos que fumam maconha e que não foram hoje à Marcha da Maconha. Peço, humildemente, que antes de enrolar o próximo baseado dêem uma olhada na sua erva. Tente imaginar por quais mãos ela passou. Para quem esse dinheiro foi. Pense em quantas pessoas morrem todo dia por conta desse mercado criminoso que a lei criou. E pense também nas duas mil (?) pessoas que foram às ruas por você. Para que sua maconha seja limpa, em carma e substância. E não se culpe pela ausência de hoje, digo isso com sinceridade. Apenas acenda o baseado, fume, e prometa a si mesmo que na próxima marcha você vai. E que vai levar gente consigo. E que vai fazer o impossível para aparecer sábado que vem, no MASP, às 14hs, para protestar na rua contra a violência do Estado de São Paulo. Eu vou.

Um breve comentário: há tempos que minha relação com a maconha anda em crise. Não tenho mais tanto prazer quando fumo um baseado. Ao longo dos anos os efeitos foram mudando em mim. Hoje posso ficar ansioso, confuso, anti-social, durmo pior… Raramente fumo, pois com frequência me arrependo. Mas semana passada ganhei uma pequena belota de uma maconha caseira, cultivada por um amigo do interior. Hoje, ao chegar da marcha, tomei um banho, vi a repercussão no twitter, e enrolei a erva. Perfumada, verde, saborosa. Fumei. Há anos não me sentia tão amigo da maconha. Sentei, chapado, para escrever meu relato, e meu desabafo. Com uma florzinha solta, colhida por amigo, eu a maconha fizemos as pazes. Vou dormir bem.

terça-feira, 10 de maio de 2011

MUNDO LEMBRA 30 ANOS DA MORTE DE BOB MARLEY


O músico jamaicano Bob Marley, considerado o Rei do Reggae, com mais de 200 milhões de álbuns vendidos em todo o mundo, morreu em Miami no dia 11 de maio de 1981, 30 anos atrás, mas, apesar das homenagens em todo o mundo, seu legado perde força em seu próprio país.

Os rastafaris de Zâmbia se reuniram em Lusaka para “celebrar a vida” do ídolo que se tornou “a voz dos desfavorecidos” do mundo inteiro. Sua música “continua mantendo uma unidade que vai além de credos, raças, cores, fronteiras e culturas“, disse à AFP Brian Chengela, diretor da Jah Entrenainment.

Também serão realizadas apresentações transmitidas em programas de rádio ou televisão, como o documentário: “The Wailers: Catch a Fire”, que mostra os bastidores da gravação deste álbum em 1972.

Trinta anos depois da morte do músico jamaicano, várias correntes musicais “apareceram a partir dos anos 1950, como o punk e o rock, que continuam existindo“, explica a socióloga e pesquisadora da Universidade de Paris-Sorbonne, Anne Petiau.

Robert Nesta Marley ainda simboliza o protesto, a emancipação e a liberdade para muita gente de diferentes crenças, inclusive jovens, que descobriram a música de um astro que nasceu em um país pobre que era ouvida pelos pais e avós.

Os mais velhos “continuam ouvindo a música de sua juventude que (…) os faz voltar àquele tempo“, segundo Petiau.

Em termos gerais, a voz e a espititualidade de Bob Marley – como parte da cultura rastafari, que o apresentava como o apóstolo da cannabis – transformaram o reggae na música dos desfavorecidos em vários lugares do mundo.

Assim é, por exemplo, na África, quando nos lembramos dos músicos Alpha Blondy e Tiken Jah Fakoli, um continente do reggae, como Bob Marley previa.

O pai do reggae nasceu no dia 6 de fevereiro de 1945 em Rhoden Hall, perto de Nine Miles, na paróquia de Saint Ann (Jamaica), de mãe jamaicana e pai inglês (oficial da Marinha que o músico não conheceu).

Morou no gueto de Trenchtown, em Kingston, e, em 1962, gravou seu primeiro single “Judge Not”, no qual formou a banda “The Wailers” com Peter Tosh e Bunny Wailer.

Em 1966 se mudou para os Estados Unidos por razões financeiras. Lá conheceu Mortimer Planno, um jamaicano de origem cubana que o ensinou parte da cultura rastafari.

Depois de voltar à Jamaica nos anos 1960, gravou seu primeiro álbum com os Wailers no início dos anos 70. “Catch a Fire” e “Burnin” em 1973. Em 1974 gravou o primeiro álbum solo, “Natty Dread“. Depois vieram “Rastaman Vibration” em 1976 e “Exodus” em 1977.

Em 1977, Bob Marley fez, com o “The Wailers”, um grande show lendário durante o qual interpretou algumas músicas do álbum que acabava de gravar (I Shot the Sheriff“, “Lively Up Yourself“, “Get Up, Stand Up“, “Jamming“, “No Woman No Cry“, “Exodus” e “War“).

Bob Marley continuou gravando discos até o fim de sua vida. “Survival“, em 1979, eUprising, em 1980, foram os últimos.

Hoje, o culto ao ídolo continua aquecendo a indústria da música, mas o compromisso político tende a se perder entre os jovens.

Nas ruas da capital da Jamaica, onde há um museu voltado para objetos e fotos do artista, a lenda de Bob Marley ainda é alimentada. Diariamente é oferecida uma excursão à Nine Miles, cidade natal do cantor, onde são vendidos suvenires de todos os tipos.

No entanto, o medo de que o artista se torne apenas mais um motivo comercial é o mesmo de que ele seja esquecido.

“Seu objetivo nunca foi comercial“, explica o amigo Herbie Miller à AFP. “O dinheiro não era a principal motivação” de Bob Marley.

As músicas do pai do reggae já tocam pouco na Jamaica. Miller afirma que “o Poder da Jamaica tenta suavizar” o lado comprometido de Bob Marley com as questões de liberdade e defesa dos oprimidos.

A Fundação Marley lamenta a “falta de eventos comemorativos dos 30 anos de morte do cantor“, e afirma que sua música já não tem mais a mesma força.

Postado por Cláudia S. Ioschpe, às 17:28

http://wp.clicrbs.com.br/n9ve/2011/05/10/mundo-lembra-30-anos-da-morte-de-bob-marley/?topo=52,1,1,,170,13

terça-feira, 3 de maio de 2011

Donos de boate protestam contra direção Gremista


Dispensa de Carlos Alberto é baixa no movimento, diz Tia Carmem.

PORTO ALEGRE, C.F - Com a confirmação da dispensa do jogador Carlos Alberto nesta tarde, proprietários de boates de Porto Alegre se reuniram em caráter de urgência para definir os rumos da noite Porto Alegrense.

- A gente sabe que agora no inverno o movimento cai, por causa do frio, etc. Mas mandar o Carlos Alberto embora é demais - disse Almeida Santos, dono da boate Madrigal.

Na reunião ficou definido que um ofício será enviado para o Presidente Paulo Odone, pedindo que reconsidere a decisão.

- A dispensa do Cálzaberto é baixa no movimento. É queda livre nos negócios - disse a famosa Tia Carmem.

O grupo de empresários promete não medir esforços para conseguir a readmissão do jogador.

- Se precisar vamos até o Presidente Tarso - encerrou Carmem, a tia de todos os Gaúchos.

Deputada quer quotas para brazileiros em universidades gaúchas


"Pra morar no RS tem que ter educação", diz parlamentar.

PORTO ALEGRE, CF - A deputada Maria do Terço apresentou na manhã desta quarta-feira um projeto no mínimo polêmico. A emenda que contém 420 páginas prevê que as universidades Gaúchas reservem 15% de suas vagas para brazileiros.

- Eu sei que são do Brazil, mas precisam ter educação para morar no RS - afirmou a deputada.

Os reitores das principais universidades gaudérias prometem boicotar a decisão, caso seja aprovada.

- É inadmissível para nós Gaúchos termos em nosso quadro de estudantes alunos brazileiros - afirmou o Reitor da Pontífice Universidade Católica, Paulo de Tarso.

Al Qaeda faz proposta pelo passe de Papagaio


Bandido Gaúcho deve ser o sucessor de Osama.

ISLAMABAD, PAQUISTÃO - Logo após a confirmação da morte de Osama Bin Laden a Al Qaeda, organização terrorista que era liderada por Bin Laden, divulgou nota oficial anunciando que abrirá negociações com o bandido Gaúcho Papagaio. Leia trecho da nota: "Sim, confirmamos a morte de Osama. Agora ele deve estar se banhando num rio de mel e se preparando para deflorar suas sete virgens. De olho no legado que Bin nos deixa, estamos procurando alguém capaz de tocar o serviço em frente. E nada melhor que um Gaúcho para fazer isso. Fizemos sim uma proposta para o Papagaio e estamos apenas aguardando retorno de seu agente, Roberto Assis, para anunciar o negócio de forma oficial". Entramos em contato com a assessoria de imprensa de Papagaio que não quis comentar o caso, mas deixou escapar que "a proposta é muito boa, seria a independência financeira do Papagaio".

Renato deve fardar e jogar pela Libertadores


Falta de jogadores faz técnico ir para campo

A situação do Grêmio não está fácil mesmo. Além do placar adverso na casa do adversário, sete jogadores estão machucados e desfalcam a equipe.

Sabendo do fato, o técnico Renato Portaluppi deve se escalar na ponta direita do tricolor.

- Eu confio no meu grupo, tá entendendo. Confio nos meus jogadores, mas agora eu não tenho em quem confiar. Não tenho jogadores - disse Renato.

O Grêmio precisa vencer por dois gols contra o Universidad Católica do Chile, na quarta-feira e na casa do adversário. Renato promete atacar.

- Eu vou atacar. Vou jogar no ataque. Lá atrás é outra história - encerrou Renato.

Evangélicos exigem vitória gremista no Chile


Seria um case de marketing de sucesso contra a católica.

A tarefa gremista no Chile não é da mais fáceis. Pelo contrário: a classificação gremista seria a realização de um milagre.
Pensando nisso a comunidade evangélica, num case de marketing, quer aproveitar a oportunidade para se consolidar como marca e exige uma vitória contra a católica.

- Vem em hora certa essa partida. Um milagre contra a católica seria uma ótima maneira de divulgar nosso nome - disse o Pastor José Malaquias.

O técnico Renato, de comportamento ateu e passado infernal com as mulheres, declarou que no momento toda ajuda é bem vinda:

- Eu confio no meu grupo, mas meu grupo está todo quebrado. Então toda boa vibração é bem vinda - disse Renato.

Bola do pênalti batido por Borges do Grêmio é encontrada em Canoas


Chute de gremista mandou pelota para região metropolitana.

Uma bolada no telhado. Assim o comerciante Manuel Almeida, 52 anos, foi despertado de sua pestana da tarde.

- Eu gosto de dar uma dormidinha no domingo à tarde. Só que hoje não foi possível: foi um barulhão! - disse Almeida.

O morador do bairro Mathias Velho levou um susto com o barulho e com a bola que caiu em cima do seu Del Rey 74.

- Fiquei sabendo que foi o Borges que chutou essa bola. Lamentável, amassou todo o capô do meu carro. Ele não sabe o que é isso porque é rico - bravejou Almeida.

Corpo de Osama é visto boiando no arroio Dilúvio


Americanos tentaram dar funeral digno para terrorista.

PORTO ALEGRE, C.F - O corpo do maior inimigo dos Estados Unidos, o terrorista Osama Bin Laden, pode estar no RS. É isso que afirmam os moradores do Arroio Dilúvio, também conhecido como Arroio Werner Schunemann.

- Ou é o corpo ou é um sofá - afirma o pedinte da sinaleira da Ipiranga com a Érico, Alberto Nonato.

As forças armadas americanas declararam recentemente que o funeral de Osama foi de acordo com os preceitos muçulmanos, jogando o corpo do terrorista no mar e evitando que o local onde o corpo estivesse se tornasse local de peregrinação para extremistas.

- Faz sentido o corpo estar no RS, no Arroio Dilúvio, já que os EUA queriam tratar o corpo com respeito e ao mesmo tempo que fosse num lugar longe. Nada mais respeitoso do que ser enterrado no Rio Grande do Sul - disse o especialista em Geopolítica da UFRGS, Roberto Ribeiro.

A BM está no local apurando se realmente se trata do corpo de Osama ou se é apenas um alerta falso.

- Muitas vezes é um cadáver normal, comum. Pode não ser o Osama - disse o major Fernando Albucacys.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Chega de nepotismo e de interesses ardilosos!!!!!!

Por Gil Cordeiro Dias Ferreira

Que venha o novo referendo pelo desarmamento. Votarei NÃO, como da primeira vez, e quantas forem necessárias. Até que os Governos Federal, Estaduais e Municipais, cada qual em sua competência, revoguem as leis que protegem bandidos, desarmem-nos, prendam-nos, invistam nos sistemas penitenciários, impeçam a entrada ilegal de armas no País e entendam de uma vez por todas que NÃO lhe cabe desarmar cidadãos de bem.

Nesse ínterim, proponho que outras questões sejam inseridas no referendo:

· Voto facultativo? SIM!

· Apenas 2 Senadores por Estado? SIM!

· Reduzir pela metade os Deputados Federais e Estaduais e os Vereadores? SIM!

· Acesso a cargos públicos exclusivamente por concurso, e NÃO por nepotismo? SIM!

· Reduzir os 37 Ministérios para 12? SIM!

· Cláusula de bloqueio para partidos nanicos sem voto?SIM!

· Fidelidade partidária absoluta? SIM!

· Férias de apenas 30 dias para todos os políticos e juízes? SIM!

· Ampliação do Ficha-limpa? SIM!

· Fim de todas as mordomias de integrantes dos três poderes, nas três esferas? SIM!

· Cadeia imediata para quem desviar dinheiro público?SIM!

· Fim dos suplentes de Senador sem votos? SIM!

· Redução dos 20.000 funcionários do Congresso para um terço? SIM!

· Voto em lista fechada? NÃO!

· Financiamento público das campanhas? NÃO!

· Horário Eleitoral obrigatório? NÃO!

· Maioridade penal aos 16 anos para quem tirar título de eleitor? SIM!

Um BASTA! na politicagem rasteira que se pratica no Brasil? SIM!!!!!!!!!!!